CHAPADA DIAMANTINA: 10 dias no paraíso – PARTE 1

Minha relação com a Chapada Diamantina 

Trilha enquanto escrevo e me faz sorrir =): Rael, Fabio Brazza, Cinthia Luz, Benjamin Francis Leftwich 

Chapada Diamantina sempre foi um sonho pra mim, que sinceramente, não faço nem ideia de como entrou na minha cabeça. Com 15 anos já tinha escolhido esse lugar como tema pra minha apresentação final na escola de inglês e comprava revistas aleatórias apenas porque tinham ‘CHAPADA DIAMANTINA’ na capa. Os anos se passaram e meu caminho cruzou com o do Thiago, outra pessoa que também tinha a Chapada na sua lista de lugares que queria conhecer.. 

Logo que voltamos do nosso primeiro mochilão pela America do Sul em 2013, decidimos que o próximo destino seria Chapada Diamantina. E foi assim que em Março de 2014 mergulhamos, sem saber direito, em uma das viagens mais transformadoras de nossas vidas. E pra mim, cada vez mais vejo que o sentido mais forte e intenso de uma viagem é que com ela, além de boas lembranças e experiências inesquecíveis, a gente sai transformado de uma maneira muito profunda, e de repente, cada viagem vai agregando e mudando algo em nós e na nossa rotina quando voltamos pra “vida real”.  

A Chapada não foi diferente, marcou muito profundamente minha história e mais ainda a maneira como me vejo e me relaciono com o mundo. Por mais clichê que essa palavra seja hoje, gratidão sempre vai representar o meu sentimento por esse lugar. 

Gratidão por ter me mostrado que sou tãaao pequena nesse mundo, gratidão por ter notado que a simplicidade revela tanta beleza e guarda tamanha felicidade. Não precisamos de muito. Gratidão por ter tido oportunidade de me camuflar na natureza e observar seu movimento, sua vida e cheiros de maneira tão intensa. 

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Na volta da Cachoeira do Buracão..depois disso tomamos uma cachaça local e vimos o por do sol..

A Chapada foi aquela viagem que expandiu tanto a mente que de repente, até as galáxias faziam parte da nossa cabeça. Aquela que nos fez viajar várias horas de ônibus de Salvador até uma pequena cidade no interior da Bahia – Lençóis. Aquela que nos deixou sem ar ao ver uma queda d’agua tão grande e forte no meio de um canyon, que minutos antes nem sequer conseguíamos ouvir barulho d’agua..Aquela que me fez enfrentar meu medo do escuro, de altura, de pessoas estranhas, de cobras e onça.   

Foram 10 dias intensos, maravilhosos e que nos fizeram repensar muito nosso estilo e objetivos de vida.

 

 

Não tem sido fácil escrever sobre lugares que fui há um tempo.. e só nesse momento to me dando conta o quanto a memória vai se apagando, distanciando, até de repente vc ver uma foto e voltar à tona um turbilhão de emoções que nem lembrava que tinha vivido. Talvez aí esteja a arte de uma foto e pq vou continuar tirando tantas por onde passar… 

Na parte 2, vou falar um pouco de todos os lugares que fomos e como dividimos nossa viagem. 

Grande abraço!

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